A história de Lucille

Capítulo 01

Origens

  Onde estou? Por que estou aqui? Meu coração está batendo forte, isso é adrenalina, mas... - barulhos de passos ecoam na escuridão - eu preciso fugir, preciso me esconder, antes que eles me peguem!!! - uma luz branca surge diante das trevas e uma silhueta emerge.

- SOCORRO!!!

  Estou sendo arrastado, estou a prantos...

  Eu vejo uma figura, mas eu não sei o quê ela é, porém, o que eu sou?

  O meu destino é incerto, mas algo me diz que esse será o meu fim ou será apenas o começo?...

  - Querido... estou grávida!

  - Mas como isso aconteceu? Ter um filho nunca estava nos nossos planos, você sabe disso Martha, nós já temos a minha filha de outro relacionamento.

  - Eu sei Petrus... eu sei... mas não pense que eu irei abortá-lo.

  - Não. O erro foi nosso, a criança não tem culpa do nosso descuido, devemos arcar com as responsabilidades dos nossos atos, ela nascerá sob nossos cuidados e crescerá cheia de saúde. Essa criança é o desejo da nossa criadora Stella Vitae, que nos banha com a sua luz aconchegante desde os primeiros ciclos da Luz!

  - Que Stella Vitae nos ilumine querido.

  - Martha? Eu terei um irmãozinho?

  - Sim minha querida, você se tornará a 'irmã mais velha!'

  - Vá para o seu quarto Elizabeth, preciso conversar a sós com a Martha, e me prometa que não contará a ninguém sobre isso, entendeu?

  - Sim pai, será o nosso segredo de família.

  - Boa garota!... Martha... você sabe que não será fácil, nada será fácil para essa criança, ela sofrerá muitos preconceitos, ela vai se sentir totalmente exclusa em ambas as raças, essa criança será diferente, e eles odeiam tudo que seja diferente.

  - Mas vamos estar sempre ao lado dela, não se esqueça de quem essa criança é filha, não se esqueça do nosso passado, de tudo que conquistamos. Eles podem machucá-la de diversas formas e vão, independentemente das tentativas de salvá-la, chegará um dia que eles irão machucá-la, mas ela terá algo que eles jamais terão...

  - O que Martha? O que ela terá que eles jamais terão?

  - Lucille...

  Cinco ciclos se passaram desde o meu nascimento, ainda não sei o verdadeiro significado da vida, mas eu já sei o significado da dor.

  Eu me chamo Mulita Hyacinthos, sou uma mestiça, filha de Martha e Petrus Hyacinthos, irmã mais nova de Elizabeth Hyacinthos, que é 14 ciclos mais velha do que eu, as vezes ela me perturba, mas no fundo ela me ama, assim como eu a-amo, tenho os melhores pais do mundo, mas eu odeio quando eles brigam por motivos que eu ainda não compreendo.

   As outras crianças me acham estranha e vivem se afastando de mim, outras me debocham, debocham a cor da minha pele roxa que é diferente da pele azul delas, mas eu nunca liguei para isso, a minha mãe sempre teve uma pele vermelha, e a minha irmã possui a pele azul como a do meu pai e o resto do povo da nossa cidade, a grande Paradisum, o lugar onde nasci e estou sendo criada. É um lugar muito desenvolvido pelo que eu entendo, mas é um lugar muito perigoso para todos, pois nem todos conseguem o direito de viver uma vida tranquila que as moedas de ouro e diamantes proporcionam.

   Eu nunca tive amigos nessa cidade, os meus pais e minha irmã sempre foram a minha única referência de afeto que eu tive em toda a minha vida, mas ainda não era o suficiente, eu ainda me sentia solitária, um pensamento que nunca deveria se passar na mente de uma criança, mas na minha vida esses pensamentos já eram a minha realidade e eu tenho que lidar com isso de uma certa forma, mas quem se importa com isso? Eu vivo uma vida cheia de luxos, posso ser diferente, mas tenho uma família, não é a melhor família do mundo, mas graças a ela que eu entendo o que é amar, um sentimento que transcende qualquer sentimento negativo. "O ódio dos odiadores se submetem ao amor da Stella Vitae." Foi isso que a minha mãe sempre me ensinou, e é isso que eu sigo cegamente, é o que me dá forças para seguir em frente, mas eu sinto que algo está por vir...

  - Martha!!! Elizabeth!!! Mulita!!! Temos que fugir agora!!!

  - Mas por quê?!   

  - O acordo de paz foi quebrado por aqueles desgraçados! Aqui não é mais seguro, temos que nos mudar para Infernum, AGORA!!!

   - Eu vou pegar as crianças Petrus, pegue o que for necessário.

   Eu não estava entendo todo esse alvoroço, só sabia que a gente tinha que nos mudar para um lugar chamado Infernum.

  - Martha...

  - O que foi Elizabeth? Não temos tempo para isso, vamos embora!

  De repente eu escuto um barulho familiar nessa cidade, como um riacho deslizando sobre pedras, seguido de um barulho abafado de algo grande que acabou de cair.

  - MARTHA!!!!

  - O QUE VOCÊ FEZ ELIZABETH?!!!

  - Essa vagabunda nunca foi a minha mãe, e você sabe  disso papai, o que vocês fizeram foi errado, vai contra as leis dele, e eu vou pegá-la, ela será o troféu do nosso mestre. HA! HA! HA! HA!

  - Droga! Vamos sair daqui Mulita!

  - Eu não vou deixar vocês escaparem!!!

  A minha irmã sempre foi uma talentosa dominadora de água, a melhor da nossa família, mas o meu pai sempre soube qual era o seu ponto fraco.

  - Nunca abra a guarda Elizabeth.

  Meu pai a-derrubou com facilidade, conseguimos escapar, mas a minha mãe... as minhas lágrimas ficaram para trás, assim como o corpo dela ficou.

Capítulo 02

Infernum

  Meu pai corria desesperadamente comigo em seus braços pelas ruelas de Paradisum.

  Ainda não tinha caído a ficha, meu mundo foi destruído em alguns segundos, a minha família era tudo que eu tinha, era o que me dava motivos para continuar vivendo, de repente eu vejo tudo se desmoronando, e a sensação de inutilidade me domina, mas não há tempo para se lamentar, o perigo ainda não tinha passado.

  - Filha, se esconda atrás dessa lixeira e só saia quando eu mandar.

  Soldados do exército de Paradisum estavam se aglomerando adiante, eram muitos, mas mesmo assim o meu pai foi enfrentá-los. Eu sempre admirei a coragem dele, mas o meu pessimismo egocêntrico sempre me fazia sentir inveja do meu próprio pai, eu jamais terei a coragem dele, eu sou fraca, inútil, irritante...

  - Ei!!! Venham me pegar!!!

  - Vejam! É o traidor de Paradisum, vamos pegá-lo!

  Os soldados de Paradisum eram excelentes dominadores de água, meu pai jamais iria conseguir derrotá-los, mas ele tinha um plano.

  Meu pai fez com que eles caíssem na armadilha que ele havia montado minutos atrás, um por um, foram caindo nos buelos da cidade que estavam cobertos com uma camada de água camuflada, não tinha como saber que tinha um buraco alí, ele havia montado um campo minado praticamente, aquilo foi genial, mas ao mesmo tempo estúpido pelo fato dos soldados não terem percebido isso. Meu pai sempre foi ótimo em camuflar a água, usando o poder de reflexo que ela possui.

  - Pronto! Vamos sair dessa cidade Mulita.

  E corremos loucamente, saímos da cidade, sem olhar para trás, tudo que eu tinha vivido morreu lá, e não tinha mais volta, um novo recomeço havia surgido.

  Andamos uma distância enorme, rumo a Infernum, a única coisa que eu sabia sobre Infernum, é que não podíamos pronunciar essa palavra.

  - Pai... me explique o que está acontecendo, por que a mamãe morreu? Por que a minha irmã matou a minha mãe? A minha mãe sempre tratou ela como se fosse a sua filha legítima. Eu não estou entendo nada.

  - ...

  - Acho que chegou a hora de você saber de tudo...

  - Há muito tempo atrás, um jovem da raça angelis se apaixonou por uma moça da raça diabolis, mas era um amor proibido, pois desde tempos mitológicos, essas duas raças eram inimigas mortais, tudo por motivos ideológicos, era uma batalha de egos que ultrapassou gerações.  Esses jovens lutaram bravamente para acabar com essa guerra sem sentido e conseguiram, um tratado de paz havia surgido e finalmente esse casal puderam se amar livremente, mas ambas as sociedades o excluíam de uma certa forma, eram vistos como traidores e isso piorou quando esse casal teve uma filha, a primeira mestiça de todo Universum, e isso irritou alguns poderosos e esses poderosos quebraram o tratado de paz, e declararam o segundo ciclo de guerra entre essas raças. Eles acham que essa criança mestiça é um pecado contra a grande Stella Vitae, a mãe de todos, a estrela que nos deu vida.

  - Esse casal e essa mestiça... somos nós né?

  - ... É...

  - Agora entendo, mas por que a minha irmã?

  - Eu não sei no que deu na minha filha, eu realmente fui pego de surpresa, não sabia que ela era tão devota ao líder de Paradisum.

  - Eu sinto falta da mamãe...

  - Eu sei filha, eu também sinto, mas não podemos abaixar a cabeça, esse foi apenas o começo da guerra, ainda temos chances de vitória, eu e sua mãe vencemos uma vez, posso vencer novamente. Tenho amigos na terra natal da sua mãe, Infernum, estamos quase chegando, é logo atrás daquelas montanhas.

  Algo me dizia que eu tenho um papel importante nessa guerra que para mim não faz sentido, mas eu senti que o meu pai queria me proteger dessa responsabilidade, talvez eu ainda seja nova de mais, mas... a morte da minha mãe... eu não posso perdoá-los.

  - Chegamos!

  Eu não acredita no que os meus olhos enxergavam, era uma cidade modesta, algo que eu nunca tinha visto, não era tão moderna e gigantesca como Paradisum. As pessoas se pareciam com a minha mãe, possuiam aquela pele vermelha, alguns tinham até chifres, suas vestimentas eram simples, tudo feito de pano, não tinha roupas feitas de elastital, um material raro do nosso planeta.

  Aqueles olhares... ainda continuava aqui, ainda me sinto diferente...

  - Grande Petrus! Não acredito que você voltou.

  - Olá velho amigo.

  - O que aconteceu? Por que dessa cara, onde está a Martha?

  - ... O tratado de paz foi quebrado, a guerra recomeçou.

  - Maldição! Suponho que sua esposa morreu...

  - Eu não pude evitar...

  - Meus pêsames amigo.

  - Essa é a filha de vocês? Onde está Elizabeth? Não me diga que ela...

  - Ela matou Martha, está com eles.

  - Ela se chama Mulita, Mulita, esse é o Andreas. Ele nos ajudou muito no primeiro ciclo dessa guerra, sem ele nós não teríamos vencidos.

  - Muito prazer. Vejo que você puxou a beleza da sua mãe fofinha. A sua mãe foi a melhor guerreira entre nós.

  - ...

  - Ela é tímida.

  - Entendo...

  - Onde está todos? Quero reunir os Anarco novamente.

  - Venha comigo, aqui fora não é seguro.

  Entramos num esconderijo que cheirava a mofo.

  - Já se passou muito tempo, dos dozes que formavam os Anarco, só sobraram sete contando com nós, Latin, Bartholomaeus e Thomas morreram misteriosamente, ninguém sabe o que ocorreu, Rudas se tornou o ditador da nossa cidade, agora com a morte da sua esposa, só sobraram sete de nós, os outros cinco estão espalhados pelo mundo, se mudaram dessa maldita cidade.

  - Maldita cidade? Mas eu lembro que tempos atrás esse lugar era um paraíso, pobre, mas era um lugar maravilhoso.

  - O desgraçado do Rudas é um traidor, enquanto ele usa e abusa de toda as nossas riquezas, o nosso povo sofre na pobreza, e não existe mais liberdade, quem entra aqui, não sai nunca mais, e somos obrigados a ficar de bico fechado, senão cabeças vão rolar, se é que me entende.

  - Maldito! Ele sempre foi o mais violento entre nós, nunca gostei dele.

  - Pois é. Agora com o reinício da guerra, ele se tornará ainda mais perigoso, pois o seu reinado será ameaçado, temos que tomar muito cuidado. E o plano Petrus? O que vamos fazer?

  - Ainda não é o momento, temos que reunir os Anarcos ou o que sobrou de nós.

  - Será uma tarefa complicada.

  - Mas não podemos desistir. Você sabe onde eles estão?

  - Philip e Matthew estão em Florest, John e Lucius estão em Patriam, e Simao se encontra desaparecido.

  - Muito obrigado Andreas por nos ajudar novamente, você sempre será um irmão para mim.

  - HA! HA! HA! Chega de papo fulado meu caro amigo, e vamos para Patriam que é mais perto, temos que recrutar aqueles irmãos gêmeos.

  - Ok. Vamos Mulita, será uma aventura perigosa para uma criança como você, eu não queria dizer isso, mas você é a peça mais importante do nosso plano.

  Pela primeira vez na minha vida, me sentir importante...

Capítulo 03

Treinamento

  Estávamos nos preparando para uma longa viagem até um lugar chamado Patriam.

  - Como é exatamente esse lugar Andreas?

  - É uma ilha que fica na costa leste do continente, é a terra dos animalium, vocês já devem ter ouvido falar deles, são famosos por serem bem briguentos, mas no fundo são boas creaturas. É um lugar perfeito para o John, ele sempre foi briguento. HA! HA! HA!

  - Eu só quero saber como ele convenceu o Lucius para ir morar num lugar desses, ele sempre foi o oposto do John, sempre preferiu usar o diálogo em vez da força bruta.

  - Eu também Petrus, eu também...

  - ... O que foi?

  - Como eu já havia dito, ninguém pode sair desse lugar.

  - Eu e minha filha conseguimos fugir de Paradisum, sem ofensas, mas esta cidade não possui grandes recursos de segurança.

  - Ok! Vamos tentar sair da maneira mais fácil.

  Caminhávamos até a entrada da cidade, estávamos todos aflitos, mas algo de estranho estava acontecendo.

  - Estranho... deveria ter surgido vários seguranças para nos deter, vivo ou morto, não importa, eles iriam nos deter a qualquer custo!

  - Não vejo ninguém Andreas, eles devem estar almoçando ou algo do tipo.

  - Não... eles não são assim, enfim, vamos sair daqui antes que alguma merda aconteça.

  Andreas não era o único que estava achando tudo isso muito estranho, parece que eles queriam que nós saissemos e foi isso que aconteceu. Rumo à ilha Patriam.

  - Pai... eu quero que você me treine.

  - Te treinar? Hmm... me parece uma ideia boa, afinal, você precisa se proteger sozinha.

  - Vamos dar uma parada Andreas, estamos caminhando à horas.

  - Tudo bem.

  - Antes do seu treinamento começar, vou te explicar sobre os diferentes tipos de poderes que existem e como eles funcionam.

  - Você sabe que em Orbis existem duas principais cidades, Paradisum e Infernum, Paradisum é o lar da raça angelis, eu sou dessa raça, nós dominamos elementos, fogo, água, terra e vento, porém, erdamos essa habilidade biológicamente, ou seja, meu pai era um dominador de água, logo, eu nasci com essa habilidade, todos da minha família dominam a água, mesma coisa com quem domina fogo ou vento, e por aí vai. Quando um cruzamento de elementos acontece, por exemplo: Um dominador de fogo fez um filho com uma dominadora de terra, futuramente esse filho poderá criar larva vulcânica, mas não poderá dominar dois elementos, pois um elemento sempre será o dominante, água é dominante sobre fogo e terra, fogo é dominante sobre vento que é dominante sobre terra e água, e por fim, terra é dominante sobre fogo. Sobre as fusões elementares: Como eu já havia dito, fogo com terra se cria larva vulcânica, mas existem outras fusões, fogo com água se cria vapor extremamente quente, fogo com vento se cria fumaça tóxica; água com terra se cria lama, água com vento se cria gelo; e por fim, terra com vento se cria areia. Essas habilidades despertam no indivíduo dependendo de como o seu orgamismo trabalha, mas digamos que a maioria se desperta depois de treze ciclos da Luz. Eu tive a sorte de ter tido dominadores de água como pais, portanto não posso dominar esses elementos de fusão. Você mulita, por ser a minha filha, já nasceu com a habilidade de dominar a água.

  - E sobre nossas habilidades Petrus? Explique para ela, afinal, ela pode possui a mesma habilidade da Martha, quer dizer... você entendeu.

  - A raça de sua mãe e do nosso amigo Andreas, os diabolis. Eles possuem habiliadades químicas, é meio complicado de entender, mas todos dessa raça já nascem com uma habilidade única, ou seja, cada um tem a sua própria habilidade, a dominação de hormônios, a sua mãe por exemplo, ela controlava a Melatonina, um hormônio que causa sonolência, ela era a única pessoa do Universum que tinha essa habilidade, e mais ninguém poderia controlar essa habilidade, já o nosso amigo Andreas controla a famosa adrenalina, ele pode causar infartos com isso, e somente ele pode fazer isso, nem se ele tivesse filhos, é uma habilidade especial ao extremo. O único defeito é que os diabolis precisam encostar no inimigo para controlar os seus hormônios, em combates de longa distância eles são horríveis, não é Andreas?

  - HA... HA... HA... Muito engraçado Petrus, você um dia vai me matar de ri.

  - Enfim, você por ser filha de uma diaboli, possui uma habilidade hormonal, está dentro de você, mas diferente das habilidades dos angelis que surge automaticamente, você tem que treinar o seu corpo e mente para despertar essa habilidade especial que não sabemos a natureza dela. Contando com a sua habilidade de dominar a água, você se tornará uma poderosa guerreira um dia. Eu acredito em você Mulita.

  - É... eu acho que entendi, mas e esses tal de animalium, que habilidades eles possuem?

  - Ninguém sabe ao certo, descobriremos quando chergamos em Patriam.

  Toda essa explicação me deixou alegre, estou ansiosa para descobrir o quão forte eu posso me tornar. Pela primeira vez na minha vida eu tenho um sonho, um objetivo a qual posso me agarrar e lutar bravamente para conquistá-lo, custe o que custar, irei me tornar forte, deixarei de ser uma garotinha inú...

  - Olá meus velhos amigos, vejo que vocês ficaram um pouco fora de forma.

  - RUDAS!!!

  Tudo isso não passava de uma armadilha, ele nos tratou como animais presos em um labirinto. Esse Rudas me causa calafrios, estou tremendo e não consigo me mover...

  - Vocês acharam que eu iria deixá-los irem embora sem meus presentes? Estou chateado. HA! HA! HA!

  O sorriso mais amedrontador... olhos sombrios que devoram a minha alma...

Fim do terceiro capítulo